Cansados de ouvir recomendações diárias de como sobreviver na sociedade do caos moderno, o povo brasileiro se vê cada vez mais individualista e solitário. A violência se tornou a causa da falta de coletivismo e do sentimento de insegurança sobre o desconhecido.
A base da comunidade brasileira atual é o consumo, porém ele tem se ramificado a todo tempo e agora surge um novo termo, “consumismo do medo”. Restringir-se ao temor tornou-se comum. Sair de casa já é risco de vida, ou talvez uma bala-perdida pode tirar o verbo de cena.
Mesmo que se busque o escapismo, a sociedade moderna não encontra paz diante ao excesso de informações que a mídia explora cotidianamente, expondo o horror e transformando assim, uma notícia terrível em algo prazeroso de se ver. É o meio transformando o Homem.
A questão é antiga. Desde a colonização a violência tem sido pregada como método de obtenção de status ou exploração comercial. Índios, negros, e tantos outros foram vítimas de atrocidades dos superiores. Fora esses motivos não há outro qualquer que explique fatos como maníacos assassinos, homicídios entre familiares, nazi-fascismo, entre outros.
Essa onda de terror atormenta não só o Brasil, mas o mundo inteiro. Por isso solucionar o seu contexto é praticamente impossível. A melhor maneira de se reduzir o problema é buscar o investimento na segurança e melhoramentos no sistema penitenciário que é, no caso do Brasil, extremamente fraco.
Em vista disso é possível concluir que a paz perfeita é algo inatingível, mas talvez melhorar as condições político-administrativas, não. Infelizmente a questão é quase que inexplicável. A única referência para esse aumento progressivo da violência é o fator histórico, que com o passar do tempo se acumulou e agora atingiu seu auge. Não passa, portanto de um fator cultural.
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